25 de fevereiro de 2015

Punta del Este: Museu Casapuelo, Piriapolis e Praia

Hello gente linda! Sei que já deveria ter terminado de postar sobre minha viagem de férias há mais ou menos um mês, mas eu sou SEMPRE atrasada com as coisas aqui do blog e do canal - espero muito mudar isso, eu juro!

Então, voltando ao Uruguai, no nosso terceiro dia lá, pegamos um ônibus de Montevideo para Punta del Este. Antes que perguntem, deixe eu avisar que compramos esse passeio aqui no Brasil antes de viajar, com a Agaxtur.

A viagem até Punta não é das mais rápidas, demora cerca de 2 horas, e no meio do caminho fizemos uma parada no balneário de Piriápolis, uma cidade fundada por um uruguaio muito rico, chamado Francisco Piria, que também era muito interessado em astrologia, alquimia e misticismo. Dizem que o local tem uma energia muito poderosa, inclusive existem 5 pontos de energia em que Piria mandou erguer monumentos para marcá-los. Um deles é uma estátua da Virgem Stella Maris, protetora dos pescadores e do mar (foto abaixo).



Outra atração do local é o Morro Santo Antônio, que é um mirante de onde se pode ver todo o balneário e há uma pequena capela com a imagem de Santo Antônio.






A segunda parada, já quase chegando em Punta, foi na Caspueblo, provavelmente um dos lugares que eu mais queria conhecer nessa viagem, junto com os Tetros Solís e o Auditório Sodré. A Casapueblo é uma casa e museu idealizada pelo artista plástico Carlos Paéz Vilaró, falecido em fevereiro de 2014 e um dos mais importantes artistas da América Latina.


Vista da varanda da Csapueblo

'Canto de Mario Vargas Llosa (escritor Peruano)


Vilaró com um de seus gatinhos


A casa em si é uma obra de arte, que muitos dizem ser uma mistura da arquitetura grega tradicional com as obras do arquiteto catalão Gaudí. Além da arquitetura singular, a casa abriga o museu Vilaró, que contém uma gama extensa e maravilhosas das obras do pintor. Até sua morte o local também era seu ateliê.


A obra de Vilaró sempre abordou diversos assuntos. Suas inspirações principais eram o sol, os gatos (que ele amava, e tinha vários), as mulheres e os negros. Ele viveu na África por algum tempo, e também sempre conviveu com os negros uruguaios, muito marginalizados, e absorveu muito de sua cultura, como o gosto pelo Candombe, a música típica do Carnaval Uruguaio.


Jorge Luís Borges sobre seu amigo Vilaró

Além de famoso por suas obras, Vilaró era pai de um dos sobreviventes do acidente do vôo 571 que caiu na cordilheira dos Andes. Seu filho, Carlos Paés Rodrigues era da equipe de Rugby que estava no avião. Quando as forças de resgate da Argentina e de Uruguai desistiram das buscas, por acreditar que não havia sobreviventes, Vilaró custeou as buscas por tinha absoluta certeza que seu filho ainda estava vivo. Essa história sempre me emociona.

Depois de mergulhar na obra e na vida desse homem tão inspirador, chegamos a Punta del Este, e sinceramente, não há muito para ver além da praia, com uma areia fina e escaldante e muito vento. Há também uma enorme ancora que marca o encontro da água salgada do mar com a água doce do Rio da Prata. Nós almoçamos, tomamos sorvete, eu achei a Livraria del Virrey, onde comprei um livro do Eduardo Galeano e tirei foto na famosa escultura da mão que 'nasce' da areia. E foi só. Punta é uma cidade pra turistas ricos, Tudo é muito caro e chique.




Foi um dia extremamente  cansativo, pois a viagem teve muitas paradas e fazia muito muito muito calor no dia. Fiquei feliz de voltar para o hotel em Montevideo e dormir. Uma coisa bacana é que no verão uruguaio o sol dura muito tempo. Tirei essa última foto ás 9 e pouco da noite e o sol estava se pondo!


Outra curiosidade é que em todos os locais, por toda a estrada, haviam muitos dentes de leão, que é uma flor que eu sou apaixonada e que dá nome ao blog (Dandelion é dente de leão em inglês), por isso aproveitei pra tirar muitas fotos pra mostrar pra vocês!






Não esqueça de dar uma olhada no vlog que disponibilizei no canal! Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre essa parte da viagem! Mil beijos.

14 de fevereiro de 2015

Wishlist de Aniversário

Hello meus queridos! Como vão de Carnaval? Espero que estejam aproveitando (seja na folia ou em casa, com livros, filmes e comidinhas).
Como meu bday está chegando - 2 dias! resolvi fazer um post diferente, que não faço há muuuuito tempo (por pura preguiça), que é uma wishlist, ou seja, lista de desejados. Aqui estão algumas das coisinhas que eu AMARIA ganhar de aniversário e que podem ser ótimas sugestões de presentes pra vocês mesmos ou para amigos. Vamos lá?



1- Kobo Glo
Infelizmente o Kobo que eu ganhei no niver do ano passado, da minha mamis, foi roubado, e apesar de usar o iPad mini (que é dela, mas vive comigo) para ler e-books, sinto que o Kobo é mil vezes mais confortável para os meus olhos, minhas mãos e mais leve.
Preço: R$479,00

2 - Kit de Pincéis para maquiagem Amazing White
Faz muito tempo que sonho com um kit completo de pincéis para maquiagem profissional e de precisão. Quanto mais eu entendo de make, mais percebo o quanto bons pincéis fazem a diferença. E esse kit é lindo, de ótima qualidade, e preço mais acessível que os das marcas internacionais.
Onde: Pink Gloss
Preço: R$ 239,00

3 - Relógio de Pulso Casio Retrô
Acho que esse item divide opiniões. Hoje está muito na moda mas muitas pessoas devem achar cafona. Eu acho uma graça os relógios de pulso retrô da Casio, pois são super anos 80 e combinam com qualquer visual. E eu preciso de um relógio de pulso para ontem!
Preço: R$166, 50

4 - Óculos Escuros Chilli Beans
Outro acessório que necessito pra ontem é um óculos de sol descente. Todos os meus eu perdi ou quebrei. Escolhi esse da Chilli Beans por não ser dos mais caros (como os importados) e ser super bonito, redondinho, lente fumê e preto - combina com tudo e nunca sai de moda.
Preço: R$ 168,00

5 - Coleção Studio Ghibli (Blu-ray)
Infelizmente eu fiquei esperando o preço desse box baixar e ele acabou esgotando. Mas mesmo assim eu ainda o quero muito e por isso ele vai continuar na listinha de desejados. O pacote vem com três obras primas da animação japonesa, do MESTRE Miyazaki: Meu Vizinho Totoro, Mononoke Hime e Nausicaä do Vale dos Ventos.
Onde: Livraria Cultura
Preço: Esgotado

6 - Cadeira Executiva
Tá, eu sei, esse item é meio sem graça, mas muito necessário. Minha cadeira da escrivaninha anda as últimas e não é nada confortável. Agora meu sonho de consumo é uma preta (porque não suja) e executiva, alta e extremamente confortável. Sinto que mereço trabalhar e estudar em melhores condições.
Onde: Tok& Stok
Preço: R$799,50

7- Miracurl
Okay, eu já tenho um babyliss desses meio vagabundos em casa, mas como meu cabelo é liso, eu demoro horas pra fazer cachos descentes e eles não duram nada. Por isso ando sonhando com o Miracurl, que é um fazedor de cachos automático! É ou não é indispensável, meninas?
Preço: R$659,90

8 - Funkos Bella e Mary Poppins
Porque não pode faltar uma fofurinha que utilidade não tem nenhuma mas que nós precisaaaaaaamos para sermos felizes, não é mesmo? E nada é mais fofo e indispensável que funkos de duas das melhores personagens femininas de todos os tempos - a Bella, de A Bela e a Fera, e a Mary Poppins <3 div="" nbsp="">
Preço: Sob Consulta

E é isso gente. Espero que tenham gostado da minha lista de desejados. Se quiserem me presentear com alguns dos itens, fiquem à vontade! Hhahahah O que vocês gostariam de ganhar dessa lista?
Beijos 

5 de fevereiro de 2015

Uma Breve História do Tempo – Stephen Hawking


Quando li a premissa de ‘Uma Breve História do Tempo’ – um livro escrito por um dos maiores cientistas de todos os tempos, tentando responder perguntas que todos nós fazemos (de onde viemos, para onde vamos, o que é o Universo, etc), pensei: Uau! Esse livro deve ser maravilhoso! E o começo é mesmo promissor. Hawking tem uma escrita fluída, quase jornalística, e tem um ótimo senso de humor no prefácio e no primeiro capítulo do livro.

Porém, a medida que a leitura avançou, percebi que aquela história de um livro fácil, ‘física para leigos’ e coisa e tal, não é real. O autor vai começar a explicar a história da física e da astronomia, assim como as diferentes teorias que já existiram e ainda existem para tentar desvendar os segredos do Universo, e isso pode ser um pouco maçante ou completamente ininteligível se você não domina a área, pois há muitos números, explicações extremamente detalhadas de experimentos e cálculos.

Eu nunca fui uma boa aluna em exatas. Só Deus sabe como eu sofria pra aguentar as aula de matemática, física e química no colégio. Então quando o senhor Hawkings falou de Copérnico, Galileu, gravidade e relatividade, em termos mais filosóficos, eu consegui acompanhar. Porém, a medida que a física evolui, e o próprio autor afirma isso no livro, as teorias deixaram de ser filosóficas para se tornaram cada vez mais matemáticas – e aí eu não posso mais dizer que entendi, porque seria mentira.


Mesmo sendo um livro difícil, pois é um estudo teórico, ‘Uma Breve História do Tempo’ nos instiga a saber mais sobre o universo, e você se vê pensando sobre as questões levantadas pelo autor: O que são os buracos negros, se a viagem no tempo um dia será possível, se um dia haverá uma única equação que explique o que é o universo.


Se formos pensar em termos mais acadêmicos, esse livro é um grande resumo da ciência – dos gregos até a física quântica e a teoria da relatividade, e seria de grande ajuda para alunos de colegial, por exemplo. Eu, que nunca fui muito boa em física, adoraria poder ter o auxilio de Stephen Hawkings para estudar, por isso recomendo aos professores e alunos que pensem na possibilidade de trabalhar o livro em sala de aula.

Por fim, Hawkings não chega a uma conclusão, e sim, levanta ainda mais questões sobre o mundo em que vivemos, o que não é ruim, já que o fundamental é nunca parar de fazer perguntas.


3 de fevereiro de 2015

Montevideo - Segundo dia de viagem

Oi lindezas! Vamos valar mais sobre viagens? VAMOS! (Empolguei…). No meu segundo dia em Montevideo, no belíssimo Uruguai, eu, mamis e padrastinho fomos passear pelo centro da cidade, meio sem destino. Entramos em galerias de lojas, curtimos um pouco a praça central... E eu tirei fotos da arquitetura tradicional.





Acabamos encontrando um dos cafés e confeitarias mais tradicionais de lá, que é o Oro del Rhin. O nome é inspirado em uma ópera do alemão Wagner e o fundador do café era um imigrante alemão,  Hermann Stahl, que antes de se fixar no Uruguai viveu no Brasil.

O lugar é muito charmoso, tem um ar todo antigo e tradicional. Ao contrário da maioria dos locais, lá existem vários tipos de café, e café com gosto de café e não de água! Isso me deixou muito feliz. O Brownie que comi lá também estava uma delícia e tinha muitas nozes (AMO). No vlog é possível ver mais detalhes do local e dos belos bolos e doces que vendidos no Oro del Rhin.




Em seguida andamos até um dos locais que eu mais estava louca pra conhecer, o Auditório Sodré. O Sodré é um auditório relativamente novo, foi inaugurado em 2009 (se não me engano), e conta com várias escolas de dança clássica, folclórica, orquestra sinfônica, entre outras. O corpo de ballet deles tem bailarinos do mundo todo e é muito reconhecido. Eu, como uma louca por dança, não podia deixar de conhecer o local.

Chegamos lá sem saber se podíamos visita-lo, mas só perguntamos se havia essa possibilidade e uma das funcionárias nos mostrou tudo, respondeu todas as nossas perguntas, e pudemos ver as barras de ballet ainda no palco, pois havia tido aula para os bailarinos há pouco. No dia que fomos, 27 de Dezembro, seria o último dia da temporada do ballet (maravilhoso) La Bayadère. Nem preciso comentar que me apaixonei pelo local, né?






Depois andamos pelo centro velho, e pudemos ver alguns locais mais abandonados e feios, que não são geralmente visto pelos turistas, além do Porto. Regiões portuárias em geral são bem sujas e pobres, e no Uruguai também temos essa parte. Além disso, é possível ver fortes da época das invasões. Famílias e mais famílias se abrigavam nessas construções de pedras para evitar os conflitos.



Por fim chegamos no Mercado del Puerto, que é o mercado mais famoso e muito turístico, pois lá têm restaurantes que servem o típico churrasco uruguaio (que é feito com lenha e não com carvão) e muitas lojas de suvenir. Eu, como vegetariana, comi só uma saladinha e andei pelas lojas… Estava um calor horrível!



Aproveitamos o calor para andar pela rambla, o famoso calçadão à beira do Rio del Plata. Tiramos algumas fotos, eu passei um perrengue danado com vontade de fazer xixi (hahahha) e voltamos pro hotel. Por fim, voltei pra rambla com meu namorado pra ver o por do sol e aproveitar que no dia seguinte ele seguiria viagem pra Argentina. Não foi um dia tããão agitado, mas o calor não permitia andar e andar como se não houvesse amanhã.



É isso, pessoal! Daqui uns dias eu volto pra contar sobre o 3º dia de viagem, quando fomos pra Punta! Para mais detalhes confiram o vlog la no canal do Youtube! Mil beijos. 

30 de janeiro de 2015

Filmes - Indicados ao Oscar parte 1

Olá queridos! Hoje venho conversar com vocês sobre a minha mini maratona filmes indicados ao Oscar 2015. Quase todo ano, desde idos de 2009/2010 que eu tento ver os principais indicados ou aqueles filmes que mais despertam a minha curiosidade. Sendo assim, aqui vai a minha opinião sobre os assistidos até o momento.

Garota Exemplar (Gone Girl, 2014)



Infelizmente Garota Exemplar só foi indicado na categoria melhor atriz. Rosamund Pike interpreta a personagem principal, Amy Dunn, que some sem deixar pistas e tudo indica que ela foi assassinada pelo marido. O filme faz jus ao excelente e intrigante livro de Gillian Flynn, que também adaptou o roteiro e merecia uma indicação pelo ótimo trabalho. Ben Affleck está bem no papel de marido de meia idade perdido, e nem preciso dizer que Rosamund Pike mais do que merece a estatueta. Sua interpretação é brilhantemente assustadora, suas mudanças, tanto de expressão fácil quanto corporal, e também físicas são impressionantes. O elenco de apoio também merece destaque. O livro já foi resenhado aqui no blog e no canal.




O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014)

Wes Anderson é um diretor extremamente autoral, o que significa que ele cria sempre uma estética muito particular em seus filmes. Com Grande Hotel Budapeste esses recursos estilísticos ‘diferentes’ são levados ao extremo. Os cenários são grandiosos, a paleta de cores sempre muito envolvente. Há cores fortes e vibrantes quando a relação é com os ricos, e tons de cinza e azul quando a relação é com as camadas mais pobres. O elenco é todo estelar, a começar pelo protagonista, Gustave, interpretado por Ralph Fiennes, que faz uma comédia de tipo exagerada mas muito eficaz. Apesar de ser plasticamente muito bonito, e de ter um elenco excelente, eu particularmente não me envolvi muito com o roteiro. Porém, fica claro que é uma comédia com um fundo melancólico e nostálgico. O longa tem três planos narrativos. Presente, passado, e passado ainda mais remoto. Um escritor conta como conheceu o personagem de seu livro e a cena corta para esse encontro. O personagem principal então conta ao escritor como conheceu o consiérge Gustave e somos transportados pro passado mais remoto.


Operação Big Hero (Big Hero 6, 2014)

Indicado ao Oscar de melhor animação, o longa dos estúdios Disney tem uma leve (leve mesmo) inspiração nos quadrinhos homônimos da Marvel. A história se passa no futuro, na cidade de San Frasokyo (uma mistura de San Franciso com Tokyo), onde Hiro Hamada, de 14 anos, mora com sua tia e seu irmão mais velho, Tadashi. Hiro é um adolescente genial que participa de lutas clandestina entre robôs, porém seu irmão o convence a entrar para a universidade, onde sua inteligência pode ser testada e seus inventos melhorados. A animação em 3D é bem desenvolvida, e o que mais me chamou a atenção foi a construção da cidade, onde se pode notar tanto traços muito japoneses quanto característicos de San Francisco. Baymax, o robô gigante e abraçável é sem dúvida o grande mérito do filme. Porém, a história não é original e a trama me perdeu em tantas cenas de ação. É Disney mas dói meu coração dizer que não merece o Oscar de melhor animação.




Birdman (Birdman, 2014)

Michael Keaton interpreta Riggan Thomson um ator de meia idade decadente que já viveu um período de muita fama e muito dinheiro interpretando o super-herói ‘Homem Pássaro’. Assombrado por esse personagem (com o qual ele tem diálogos imaginários que o atormentam) ele tenta provar que é um ‘ator de verdade’ em um drama da Brodway, adaptado e dirigido por ele mesmo. O problema é que a peça passa por inúmeros problemas com elenco, e montagem, enquanto o próprio Riggan tenta se livrar dos fantasmas do seu passado. O filme é rodado de maneira que parece que não existem cortes, o que torna a cinematografia bonita, intrigante, mas também me deixou um pouco tonta. As interpretações de Michel Keaton, Edward Norton e Emma Stones estão impecáveis e merecem as indicações que receberam. Birdman critica a própria arte da interpretação, os astros de Hollywod, a crítica especializada e ainda tira um sarro da moda dos super-heróis. Não foi meu preferido, achei longo demais, e me incomodou que de 4 palavras ditas, 3 sejam sempre ‘fuck’, mas vale a pena ver.



A Teoria de Tudo (The Theory of Everything, 2014)

Provavelmente o filme que mais nos pega pela emoção da lista de indicados desse ano.  O longa conta a história do cientista Stephen Hwking e sua esposa, Jane Wilde, interpretados pelos brilhantes Eddie Redmayne e Felicity Jones. A história começa com os dois se conhecendo em Cambridge, passa pela descoberta da doença de Hawkings (Esclerose Lateral Amiotrófica), o casamento, o nascimento dos filhos, as conquistas acadêmicas, até o fim do casamento, quando a doença já estava muito avançada. Além de ser uma celebração a vida de um dos cientistas mais brilhantes que o mundo já viu, é uma lição de vida e de amor, além de cumplicidade e respeito matrimonial. Pode parecer apelativo para alguns, mas Jane Wilde é o tipo de mulher que merece ser reconhecida. O filme é inspirado em um livro escrito por ela - Music to Move the Stars: A Life with Stephen. O filme acaba com a publicação de Uma Breve História do Tempo, que em breve será resenhado aqui no blog.

Por enquanto esses foram os filmes que eu já assisti. Assim que vir mais, volto para dar minha opinião pra vocês. Beijos.

19 de janeiro de 2015

Que comecem as postagens sobre o Uruguai!

Oi meus amores! Quem me acompanha nas redes sociais já deve saber que no final do ano eu fui viajar com a minha mãe e meu padrasto (que eu chamo de tio, me deixem) pro Uruguai e pra Argentina. Hoje começam a séries de postagens aqui no blog e no canal de tudo que aconteceu nessa viagem de nove dias.

Saímos do aeroporto de Guarulhos no dia 26 de Dezembro, em voo direto pro Aeroporto Internacional de Carrasco, Montevideo. São cerca de 2 horas e 30 minutos no avião, e depois mais uns 20 minutos de carro para chagar a capital do Uruguai.

A primeira impressão que tive foi de que o aeroporto de lá é muito bonito. Ele não é grande, mas é muito bem organizado, iluminado e amplo. A seguir pela estrada percebemos o quanto o Uruguai é um país bonito, cheio de verde, árvores, e casas e prédios baixos. Nada que lembre a selva de pedra que é São Paulo.

Nós ficamos hospedados no centro de Montevideo, no hotel Four Points, que pertence ao grupo Sheraton. O hotel é muito bom e os funcionários extremamente simpáticos e solícitos. Se alguém quer ir pro Uruguai e não sabe onde ficar, eu recomendo o Four Points, na rua Ejido.

Como chegamos de manhã, tínhamos todo o dia todo pela frente para explorar a cidade. A primeira coisa que fizemos foi trocar nosso dinheiro por pesos uruguaios, e depois meu padrasto e minha mãe, que já conheciam a cidade, foram pra um lado, e eu e meu namorado pra outro. O primeiro lugar turístico que fomos foi a Plaza Independencia.

A Plaza Independencia fica no centro de Montevideo, no limite entre o centro e a cidade velha (ciudad vieja). É um dos marcos mais antigos da cidade, abrigando a Puerta de la Ciudadela, que é a antiga entrada da cidade colonial, e o Monumento e Mausoléu em homenagem a José Artigas, além de estar do lado da sede do Poder Executivo.

O Mausoléu Artigas guarda os restos mortais desse herói nacional, que acredite, é onipresente em todas as partes do país. Ele foi um militar que lutou contra invasores espanhóis, ingleses, portugueses e brasileiros pela independência e soberania do Uruguai.

Depois de visitar o mausoléu, seguimos para o Teatro Solis, que é ali do lado. Ele é o teatro mais antigo da capital, e pertence ao Estado. Foi inaugurado em 1856, com a ópera Ernani, de Verdi. Antigamente o teatro só recebia obras clássicas (óperas, ballets e concertos), mas hoje recebe muitos tipos de apresentações. Ele inclusive tem uma segunda área (além do palco principal) que é mais intimista.

Nós pagamos para fazer o tour pelo teatro, que ocorre todas as sextas e custa cerca de 4 reais. Existe a opção de visita guiada em espanhol, português e inglês. O que mais me chamou a atenção, é que além de poder conhecer a histórias e os espaços do teatro, três artistas se apresentam no meio das explicações. Como fomos em Dezembro, tudo era voltado para o Carnaval, que no Uruguai dura o mês de Fevereiro todo, e a música e dança tradicional dessa época é o Candombe. No vlog dá para ver um pouquinho da performance desses artistas.






Seguimos então para a Igreja Matriz, atual Catedral Metropolitana de Montevideo, que foi construída em 1720, mas que passou por inúmeras mudanças ao longo das décadas, até chegar ao que é hoje. Lá se encontram a pia batismal de Artigas, os restos mortais de importantes padres uruguaios, e foi lá que foi sagrada a primeira bandeira do país. A arquitetura é linda, assim como as obras em mármore e os altares.







Em seguida fomos para o MuseoHistórico Nacional, que fica na casa do primeiro presidente uruguaio, Fructoso Rivera. São três andares de quadros que retratam a história do país, móveis, roupas e objetos pessoais. E a entrada é gratuita. Ficamos lá por um bom tempo, já que demos a sorte de presenciar a pior chuva no Uruguai em 50 anos! O primeiro piso do museu ficou alagado :O


Quando a chuva deu uma trégua fomos ao Café Brasileiro, que é um café tradicional da cidade, que fica na parte velha. Ele é pequeno e bem aconchegante. Só não espere um café bom no Uruguai. Se for possível, fuja do café deles. Tem gosto de água. Invista nas sobremesas com doce de leite e chás.

Por hoje, é isso. Um enorme beijo a todos e até a próxima parada dessa viagem