30 de janeiro de 2015

Filmes - Indicados ao Oscar parte 1

Olá queridos! Hoje venho conversar com vocês sobre a minha mini maratona filmes indicados ao Oscar 2015. Quase todo ano, desde idos de 2009/2010 que eu tento ver os principais indicados ou aqueles filmes que mais despertam a minha curiosidade. Sendo assim, aqui vai a minha opinião sobre os assistidos até o momento.

Garota Exemplar (Gone Girl, 2014)



Infelizmente Garota Exemplar só foi indicado na categoria melhor atriz. Rosamund Pike interpreta a personagem principal, Amy Dunn, que some sem deixar pistas e tudo indica que ela foi assassinada pelo marido. O filme faz jus ao excelente e intrigante livro de Gillian Flynn, que também adaptou o roteiro e merecia uma indicação pelo ótimo trabalho. Ben Affleck está bem no papel de marido de meia idade perdido, e nem preciso dizer que Rosamund Pike mais do que merece a estatueta. Sua interpretação é brilhantemente assustadora, suas mudanças, tanto de expressão fácil quanto corporal, e também físicas são impressionantes. O elenco de apoio também merece destaque. O livro já foi resenhado aqui no blog e no canal.




O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014)

Wes Anderson é um diretor extremamente autoral, o que significa que ele cria sempre uma estética muito particular em seus filmes. Com Grande Hotel Budapeste esses recursos estilísticos ‘diferentes’ são levados ao extremo. Os cenários são grandiosos, a paleta de cores sempre muito envolvente. Há cores fortes e vibrantes quando a relação é com os ricos, e tons de cinza e azul quando a relação é com as camadas mais pobres. O elenco é todo estelar, a começar pelo protagonista, Gustave, interpretado por Ralph Fiennes, que faz uma comédia de tipo exagerada mas muito eficaz. Apesar de ser plasticamente muito bonito, e de ter um elenco excelente, eu particularmente não me envolvi muito com o roteiro. Porém, fica claro que é uma comédia com um fundo melancólico e nostálgico. O longa tem três planos narrativos. Presente, passado, e passado ainda mais remoto. Um escritor conta como conheceu o personagem de seu livro e a cena corta para esse encontro. O personagem principal então conta ao escritor como conheceu o consiérge Gustave e somos transportados pro passado mais remoto.


Operação Big Hero (Big Hero 6, 2014)

Indicado ao Oscar de melhor animação, o longa dos estúdios Disney tem uma leve (leve mesmo) inspiração nos quadrinhos homônimos da Marvel. A história se passa no futuro, na cidade de San Frasokyo (uma mistura de San Franciso com Tokyo), onde Hiro Hamada, de 14 anos, mora com sua tia e seu irmão mais velho, Tadashi. Hiro é um adolescente genial que participa de lutas clandestina entre robôs, porém seu irmão o convence a entrar para a universidade, onde sua inteligência pode ser testada e seus inventos melhorados. A animação em 3D é bem desenvolvida, e o que mais me chamou a atenção foi a construção da cidade, onde se pode notar tanto traços muito japoneses quanto característicos de San Francisco. Baymax, o robô gigante e abraçável é sem dúvida o grande mérito do filme. Porém, a história não é original e a trama me perdeu em tantas cenas de ação. É Disney mas dói meu coração dizer que não merece o Oscar de melhor animação.




Birdman (Birdman, 2014)

Michael Keaton interpreta Riggan Thomson um ator de meia idade decadente que já viveu um período de muita fama e muito dinheiro interpretando o super-herói ‘Homem Pássaro’. Assombrado por esse personagem (com o qual ele tem diálogos imaginários que o atormentam) ele tenta provar que é um ‘ator de verdade’ em um drama da Brodway, adaptado e dirigido por ele mesmo. O problema é que a peça passa por inúmeros problemas com elenco, e montagem, enquanto o próprio Riggan tenta se livrar dos fantasmas do seu passado. O filme é rodado de maneira que parece que não existem cortes, o que torna a cinematografia bonita, intrigante, mas também me deixou um pouco tonta. As interpretações de Michel Keaton, Edward Norton e Emma Stones estão impecáveis e merecem as indicações que receberam. Birdman critica a própria arte da interpretação, os astros de Hollywod, a crítica especializada e ainda tira um sarro da moda dos super-heróis. Não foi meu preferido, achei longo demais, e me incomodou que de 4 palavras ditas, 3 sejam sempre ‘fuck’, mas vale a pena ver.



A Teoria de Tudo (The Theory of Everything, 2014)

Provavelmente o filme que mais nos pega pela emoção da lista de indicados desse ano.  O longa conta a história do cientista Stephen Hwking e sua esposa, Jane Wilde, interpretados pelos brilhantes Eddie Redmayne e Felicity Jones. A história começa com os dois se conhecendo em Cambridge, passa pela descoberta da doença de Hawkings (Esclerose Lateral Amiotrófica), o casamento, o nascimento dos filhos, as conquistas acadêmicas, até o fim do casamento, quando a doença já estava muito avançada. Além de ser uma celebração a vida de um dos cientistas mais brilhantes que o mundo já viu, é uma lição de vida e de amor, além de cumplicidade e respeito matrimonial. Pode parecer apelativo para alguns, mas Jane Wilde é o tipo de mulher que merece ser reconhecida. O filme é inspirado em um livro escrito por ela - Music to Move the Stars: A Life with Stephen. O filme acaba com a publicação de Uma Breve História do Tempo, que em breve será resenhado aqui no blog.

Por enquanto esses foram os filmes que eu já assisti. Assim que vir mais, volto para dar minha opinião pra vocês. Beijos.

19 de janeiro de 2015

Que comecem as postagens sobre o Uruguai!

Oi meus amores! Quem me acompanha nas redes sociais já deve saber que no final do ano eu fui viajar com a minha mãe e meu padrasto (que eu chamo de tio, me deixem) pro Uruguai e pra Argentina. Hoje começam a séries de postagens aqui no blog e no canal de tudo que aconteceu nessa viagem de nove dias.

Saímos do aeroporto de Guarulhos no dia 26 de Dezembro, em voo direto pro Aeroporto Internacional de Carrasco, Montevideo. São cerca de 2 horas e 30 minutos no avião, e depois mais uns 20 minutos de carro para chagar a capital do Uruguai.

A primeira impressão que tive foi de que o aeroporto de lá é muito bonito. Ele não é grande, mas é muito bem organizado, iluminado e amplo. A seguir pela estrada percebemos o quanto o Uruguai é um país bonito, cheio de verde, árvores, e casas e prédios baixos. Nada que lembre a selva de pedra que é São Paulo.

Nós ficamos hospedados no centro de Montevideo, no hotel Four Points, que pertence ao grupo Sheraton. O hotel é muito bom e os funcionários extremamente simpáticos e solícitos. Se alguém quer ir pro Uruguai e não sabe onde ficar, eu recomendo o Four Points, na rua Ejido.

Como chegamos de manhã, tínhamos todo o dia todo pela frente para explorar a cidade. A primeira coisa que fizemos foi trocar nosso dinheiro por pesos uruguaios, e depois meu padrasto e minha mãe, que já conheciam a cidade, foram pra um lado, e eu e meu namorado pra outro. O primeiro lugar turístico que fomos foi a Plaza Independencia.

A Plaza Independencia fica no centro de Montevideo, no limite entre o centro e a cidade velha (ciudad vieja). É um dos marcos mais antigos da cidade, abrigando a Puerta de la Ciudadela, que é a antiga entrada da cidade colonial, e o Monumento e Mausoléu em homenagem a José Artigas, além de estar do lado da sede do Poder Executivo.

O Mausoléu Artigas guarda os restos mortais desse herói nacional, que acredite, é onipresente em todas as partes do país. Ele foi um militar que lutou contra invasores espanhóis, ingleses, portugueses e brasileiros pela independência e soberania do Uruguai.

Depois de visitar o mausoléu, seguimos para o Teatro Solis, que é ali do lado. Ele é o teatro mais antigo da capital, e pertence ao Estado. Foi inaugurado em 1856, com a ópera Ernani, de Verdi. Antigamente o teatro só recebia obras clássicas (óperas, ballets e concertos), mas hoje recebe muitos tipos de apresentações. Ele inclusive tem uma segunda área (além do palco principal) que é mais intimista.

Nós pagamos para fazer o tour pelo teatro, que ocorre todas as sextas e custa cerca de 4 reais. Existe a opção de visita guiada em espanhol, português e inglês. O que mais me chamou a atenção, é que além de poder conhecer a histórias e os espaços do teatro, três artistas se apresentam no meio das explicações. Como fomos em Dezembro, tudo era voltado para o Carnaval, que no Uruguai dura o mês de Fevereiro todo, e a música e dança tradicional dessa época é o Candombe. No vlog dá para ver um pouquinho da performance desses artistas.






Seguimos então para a Igreja Matriz, atual Catedral Metropolitana de Montevideo, que foi construída em 1720, mas que passou por inúmeras mudanças ao longo das décadas, até chegar ao que é hoje. Lá se encontram a pia batismal de Artigas, os restos mortais de importantes padres uruguaios, e foi lá que foi sagrada a primeira bandeira do país. A arquitetura é linda, assim como as obras em mármore e os altares.







Em seguida fomos para o MuseoHistórico Nacional, que fica na casa do primeiro presidente uruguaio, Fructoso Rivera. São três andares de quadros que retratam a história do país, móveis, roupas e objetos pessoais. E a entrada é gratuita. Ficamos lá por um bom tempo, já que demos a sorte de presenciar a pior chuva no Uruguai em 50 anos! O primeiro piso do museu ficou alagado :O


Quando a chuva deu uma trégua fomos ao Café Brasileiro, que é um café tradicional da cidade, que fica na parte velha. Ele é pequeno e bem aconchegante. Só não espere um café bom no Uruguai. Se for possível, fuja do café deles. Tem gosto de água. Invista nas sobremesas com doce de leite e chás.

Por hoje, é isso. Um enorme beijo a todos e até a próxima parada dessa viagem


23 de dezembro de 2014

Meus Hits Favoritos de 2014

O ano está acabando e como já é tradição aqui do blog, chegou a hora de listas os hits mais legais (pra mim) de 2014. VEM!

1.Say Something – A Great Big World feat Christina Aguilera
Sentimental, belos vocais e palavras simples mas que fazem tanto sentindo. Um dos hits mais bonitos e tocantes do ano, sem dúvida.



2.All About That Bass – Meghan Trainor
Hino do ano contra os padrões de beleza imbecis da sociedade. A cada momento em que você se sentir gordinha, feinha ou qualquer coisa ‘fora do padrão’, lembre-se que você é muito mais você e saia dançando por aí!



3.Shake it Off – Taylor Swift
O que dizer dessa música? HINO pra VIDA! Seja você mesmo, porque os haters vaõ odiar, os fakers vão continuar sendo falsos, e você não pode agradar a todos. O melhor mesmo é ser feliz e estar em paz com você mesmo!



4.The Heart Wants What it Wants – Selena Gomez
Demorou pra Selena Gomez lançar esse single.               O vídeo já havia sido gravado há um ano quando a cantora resolveu lança-lo. Mas a espera valeu a pena. Na interpretação da Selena, assim como a letra, podemos sentir toda a dor e o amor de um relacionamento cheio de problemas (Oi, Bieber!)



5.Don’t – Ed Sheeran
Em qualquer letra do Ed podemos esperar sentimentos reais, seja um grito desesperado de amor, como em ‘Give Me Love’, ou um desabafo sobre uma ‘traição’ dupla, como é o caso de Don’t. A música, ao maior estilo ‘tapa na cara’ é um desabafo sobre o envolvimento do cantor com Ellie Gouding, que o traiu com o amigo Niall Horan, do One Direction. E todos os detalhes dessa traição estão presentes na letra da canção.



6. Stay With Me – Sam Smith
Essa talvez seja uma das músicas mais estouradas de 2014. E faz sentido ser. A letra é linda, impossível de não nos identificarmos em algum momento da vida, e a voz de Sam Smith é lindíssima. Junta pop com soul e um coral maravilhoso de fundo (que é a voz do cantor aumentada 40 vezes).



7.  Chandelier – Sia
Sia é uma compositora incrível. Ela é responsável por ter escrito metade das minhas músicas favoritas (hahaha), mas quem diria que ela lançaria um disco solo e que tinha um vozeirão lindo e cheio de sentimentos? Em Chandelier, mesmo sem vermos o rosto da cantora, é possível sentir todo o seu sofrimento contido na luta contra um vício, o alcoolismo. Fora que o vídeo é uma aula do melhor da dança contemporânea.




8. La La La – Shakira feat Carlinhos Brown / I Can’t Remember to Forget You – Shakira feat Rihanna
Ok, roubei e coloquei duas músicas juntas. Mas não podia escolher só uma da diva mais diva da América Latina. Shakira quebrou tudo no single super sensual com a RiRi e ainda fez mais um hino inesquecível pra Copa das Copas. Tem como não amar? Não tem!




9. Problem – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
Não sou a maior fã da mini Mariah, quer dizer, da Ariana Grande, mas não tem como negar ela foi uma das cantoras de maior destaque no ano. E Problem é um ótimo hit à lá anos 90 (melhor fase da Mariah… Só comentando hahaha) e a participação da Iggy deixa a faixa ainda mais legal.



10. Blank Space – Taylor Swift
Pois é… Só deu ela no fim de 2014. Poderia citar outras canções, como She Looks so Perfect, do 5 Seconds of Summer, Take Me to Church, do Hozier, ou Bang Bang da Jessie J. Mas a verdade é que Taylor Swift foi a mulher do ano, lançou o álbum do ano, e merece um segundo hit nessa lista. Blank Space tira sarro da vida amorosa de Taylor na visão dos tabloides e tem um ótimo e divertido refrão, que gruda na cabeça.



E pra vocês? Quais foram as músicas mais legais de 2014? Me contem nos comentários :)

15 de dezembro de 2014

Não Sou Uma Dessas – Lena Dunham




Antes de receber da editora Intrínseca o livro ‘Não Sou Uma Dessas’, tudo o que eu sabia sobre Lena Dunham é que ela era a criadora e também protagonista de uma série ultra hipada da HBO chamada 'Girls', cuja a linha central da narrativa nunca me interessou.

Sabia também que por ser gordinha e sempre aparecer nua na série, era considerada uma mulher que quebra padrões e dogmas. Já tinha ouvido dizer também que ela é feminista e liberal, e sei que tem uma tatuagem enorme no braço e um corte de cabelo esquisito. E ai acabava o que eu ‘sabia’ sobre Lena Dunham.

Em seu livro de estreia Lena conta um pouco sobre sua vida, desde a infância até o momento em que seu trabalho no cinema e na tv começa a acontecer. Sua narrativa é fluída e pouco trabalhada. Não há metáforas ou outras figuras de linguagem mais elaboradas. Ela fala sobre sexo, abuso de drogas e álcool sem nenhum pudor ou meias palavras, o que pode ser bem impactante.




Talvez seja por isso que o livro vem causando polêmica. Segundo várias matérias que li pela internet, Lena é acusada de molestar a irmã, quando o que ela diz no livro é que gostava de protege-la e lhe dar selinhos. O mesmo ocorre com a cena de estupro, em que a própria Lena diz não ter encarado como tal, até parar para refletir sobre o ocorrido. A cena é dúbia, uma vez que a própria vítima não achou, na época, que havia sido violentada. Porém, a violência sofrida fica clara.

A parte mais interessante do livro surge quando a diretora fala, vagamente, sobre seu processo criativo e seus distúrbios psiquiátricos (TOC e ansiedade) assim como suas conversas com seus terapeutas. Porém, em outros momentos a narrativa se arrasta, com descrições de acampamentos de verão enfadonhas e relacionamentos fracassados – que parecem todos muito surreais.

Outra parte extremamente enfadonha é quando a autora começa a transcrever sua dieta e suas emoções em cada dia da dieta. Por mais que possamos nos relacionar com os sentimentos de culpa e desespero, ele se torna repetitivo.

A estrutura do livro, dividido em: Amor e Sexo, Corpo, Amizade, Trabalho e Panorama, parece fazer sentido, mas, na experiência de leitura, não funciona. Há repetições desnecessárias e temas jogados, ensaios confusos. O livro todo parece uma coletânea de memórias esparsas, meio reais, meio inventadas e que não formam uma unidade coesa de sentido. Não dá pra dizer: Este é um livro que aborda tais assuntos, levanta tais e tais discussões e chega a esta conclusão.

A reflexão final que o livro me trouxe foi que pessoas muito jovens e sem muito o que dizer, não deveriam escrever livros de memórias, guardadas as devidas proporções. (Anne Frank escreveu um diário que se transformou em livro e era apenas uma adolescente, e ele é uma obra importantíssima). Não sei o que Lena aprendeu até aqui, mas eu com ela não aprendi quase nada.



 

14 de novembro de 2014

Um corpo todo seu


Já faz algum tempo que venho pensando em fazer um post sobre esse assunto aqui no blog. É um assunto que me atormenta quase todo santo dia. Não sei porque demorou tanto. Acho que esperei até que não aguentasse mais sufocar as palavras dentro de mim.

O assunto é PESO, CORPO. Gorda, magra, linda, feia, cheinha, seca, em forma. Qualquer adjetivo que você quiser dar sobre o corpo alheio. Não entendo a necessidade que nós todos, homens e mulheres, temos de definir-nos. Mas especialmente definir, com palavras, padrões, nossos corpos. Nossos corpos são ferramentas incríveis e belas. Acho uma das coisas mais lindas que Deus criou. E é lindo ver como cada um é diferente.

Veja bem, minha relação com o meu próprio corpo é algo extremamente pessoal, privado. Nunca gostei que qualquer pessoa me visse de calcinha e sutiã, de biquíni, ou com uma roupa mais curta ou mais colada. Nunca, desde criança, me achei bonita ou magra. Tenho plena consciência de, aos 8 anos, já pensar em como fazer para emagrecer! E eu nem era uma criança considerada ‘gordinha’.

Só que na adolescência eu emagreci muito e me mantive com o peso baixo por alguns anos. Eu cheguei a pesar 47 kg. E antes que alguém ache que eu sofri de alguma disfunção alimentar, como a bulimia ou a anorexia, eu já aviso que NÃO! Eu só não conseguia comer. Eu vivia em um estado de ansiedade tão alta que nunca tinha fome. Pelo contrário, eu vivia enjoada, mesmo quando não comia a cerca de 12 horas.

Não é fácil pra mim me abrir dessa maneira. Eu não gosto de falar da minha vida, do meu corpo, dos meus sentimentos. Mas eu sinto que muitas meninas e meninos passam por esse tipo de crítica e cobrança diariamente. Cobrança para serem magros, para serem esbeltos, para se exercitarem, e todo essa história que já conhecemos.
Desde o ano passado que eu tenho uma rotina mais estável, e também não ando tão ansiosa, e por isso eu comecei a COMER. Comer quando eu sentisse fome, e vontade de comer. E por isso, eu passei do manequim 38, pra 40. Do P, para o M. E eu realmente ENGORDEI. Não vou ser hipócrita e dizer que quando me olho no espelho me acho mais bonita, porque é mentira. Eu gostaria sim de ser mais magra.

Mas, não vim aqui pra falar da minha relação com o meu corpo. Eu vim pra falar da reação das pessoas ao meu redor quando eu comecei a engordar. Três pessoas me disseram que eu estava melhor, com um aspecto mais saudável, e com corpo de mulher. ‘Antes você tinha corpo de menina’.  Mas muitas outras pessoas me disseram que eu estava gorda, que precisava fazer um regime, entrar para uma academia, parar de comer doces, blá blá blá.

Todo dia. TODO DIA alguém faz um comentário sobre o meu peso. Meu corpo é MEU, e não um assunto para as pessoas ficarem tratando como se fosse algo de interesse público, porque não é! Ele diz respeito só a mim mesma.

Todas as vezes que me dizem essas coisas eu fico brava e deprimida. Brava porque não acho que seja da alçada de NINGUÉM dar palpite no corpo alheio. Corpo é algo extremamente pessoal. E deprimida porque não sou uma pessoa com alta auto estima, e esses comentários me afetam muito, me fazem me sentir mal comigo mesma.

Enfim, esse é meu desabafo e meu pedido: Parem de dar opinião nos corpos alheios. Seu corpo é só seu, e assim como só você decide quem o deve tocar, só você deve decidir como o quer ver.



5 de novembro de 2014

Por que Indiana, João? - Danilo Leonardi


Se você está lendo este post provavelmente já conhece o Danilo Leonardi, ou pelo menos o seu site e canal no YouTube, o Cabine Literária, um dos maiores do gênero aqui no país. Se você ainda não conhece o Danilo crítico e fã de literatura, eu recomendo muitíssimo!

Mas esse post é para falar da estreia do Danilo como escritor de ficção com “Por que Indiana, João?”. Preciso confessar que eu adoro esse título. Primeiro por ser uma pergunta, o que sempre desperta a minha curiosidade, e segundo por ele ser uma frase instigante, já que se você não ler o livro, não a entenderá nunca o significado do título.

A narrativa é em primeira pessoa, e segue um garoto comum de 15 anos, o João, que vive em São Paulo, com sua mãe, e ás vezes passa o fim de semana no apartamento do pai. Até ai tudo bem, o João poderia ser como muitos dos meus colegas de colegial ou um dos meus alunos.

Mas ele não é. Todo dia, na escola,  para o João é uma tortura. Um medo constante de ser xingado e humilhado por Guilherme e os outros garotos que fazem tudo o que o valentão manda. Até mesmo os professores fecham os olhos, ou incentivam, o bullying contra o garoto, que é caladão e tímido.

Após aguentar muitas situações ruins por muito tempo em silêncio, João perde o controle e dá um soco em Guilherme. Até aí tudo bem, não fosse Daniel, o único amigo de João, ter filmado tudo e colocado em um canal do YouTube. Resultado: o vídeo viraliza e, do dia para a noite, o João vira uma web celebridade, e um símbolo da luta contra o bullying.

Mas, mesmo começando a adquirir mais auto confiança, João ainda precisa vivenciar vários altos e baixos, seja na escola ou diante das câmeras, seja na sua relação com seus pais ou com garotas e amigos.

A narrativa do Danilo é simples, fluida, mas sempre muito bem pensada. As referências musicais a Legião Urbana me fizeram abrir sorrisos furtivos durante a leitura, e as discussões levantadas sobre as relações dentro da escola são muito relevantes. Durante a leitura não foram poucas as vezes que eu me perguntei:  'O que EU faria estando no lugar das personagens?' e até mesmo se eu fosse a professora daqueles jovens, como eu agiria diante daquelas situações.  (Já que esse é meu trabalho, isso realmente teve um grande impacto em mim).

Resumindo, ‘Por que Indiana, João’ é um ótimo livro, tanto para jovens quanto para adultos, e eu adoraria poder vê-lo sendo trabalhado nas escolas de todo o país.



1 de novembro de 2014

Giveaway - Sorteio de comemoração aos 3 mil inscritos!



Primeiramente, um milhão de obrigadas à vocês que fazem da minha vida melhor. Pelos comentários, pelos likes, pelas visitas e principalmente pela troca de energias positivas sobre livros, filmes, séries, música, beleza e claro, COMIDA!

Para comemorar o quase um ano (não sei exatamente quando o canal foi criado kkk) e a marca de 3 mil inscritos, eu resolvi fazer um Giveaway pra vocês. Vou sortear 8 livros, sendo que 3 estão em um kit. Para participar do sorteio basta preencher o formulário e esperar pelo sorteio no dia 1 de Dezembro. Vocês podem escolher concorrer à todos os livros ou só aqueles em que tenham mais interesse. Boa sorte gente. May the odds be EVER in your favor ;)

KIT - O Príncipe, Iracema e O Clube do Filme



Iracema e Cinco Minutos são clássicos da literatura nacional, escritos por José de Alencar, um dos maiores expoentes do Romantismo no Brasil. O Príncipe é uma das obras mais influentes na política mundial, escrita pelo italiano Nicolau Miquiavel. Já O Clube do Filme é um livro que conta a história verídica de um pai, David Gilmore, e seu filho que têm problemas de relacionamento e os resolvem vendo filmes essenciais do cinema e os discutindo juntos.

Rock Brasil - O Livro - Carlos Alves Júnior e Roberto Maia



Rock Brasil é uma coletânea de histórias e entrevistas de bandas que marcaram o rock nacional e seus últimos 20 anos. O livro trás ainda várias fotos e curiosidades

Não se Apega, Não - Isabella Freitas


 Não se Apega, Não tem resenha aqui no blog. É um livro sobre relacionamentos.

Inferno - Dan Brown



Em Inferno, Robert Langdon vai à Itália e se depara com um terrível plano que envolve a obra de Dante Alighieri. Vale lembrar que esse livro tem um defeito na lombar, culpa do Submarino :( Ah, também tem resenha aqui no blog. 

Anjos e Demônios - Dan Brown





Anjos e Demônios é o livro de estréia do personagem Robert Langdon, no qual ele vai ao Vaticano para descobrir a verdade por trás da eleição do novo Papa. Este livro está mais velinho, então a parte de cima está amarelada e eu coloquei meu nome e a data em caneta na primeira página :/ Eu fazia isso quando era mais nova.

Simplesmente Ana - Marina Carvalho


Simplesmente Ana também já tem resenha aqui no blog.

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