Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

5 de agosto de 2015

Jurassic Park, Game of Thrones e Mal-entendido em Moscou

Jurassic Park - Michael Chrichton




Quando o médico e autor americano Michael Chrichton teve o primeiro vislumbre de uma história que envolvesse clonagem de animais extintos,em 1985, a história era muito diferente e era também um roteiro para cinema. Depois de abandonar a ideia inicial, Michael se concentrou em escrever um romance, no qual não se depararia com algumas limitações que o roteiro cinematográfico encontra (tempo, dinheiro, efeitos visuais, etc). Da primeira ideia só a clonagem de dinossauros sobreviveu e sua abordagem se ampliou para criar todo um universo emblemático, que poucos anos depois (1993), ele mesmo ajudaria a roteirizar para que Steven Spielberg transformasse em um dos grandes filmes de sua carreira.

No livro, publicado pela primeira vez em 1990, o paleontólogo Dr. Grant recebe um intrigante fax de um centro de pesquisa na Costa Rica. Uma garotinha americana, passando férias no pais, alegou ter sido mordida por um lagarto com uma estranha característica: ele se equilibrava em suas patas traseiras, de não cinco dedos, e sim apenas três. Pouco depois um biólogo consegue uma parte, já mastigada por um macaco, dessa nova espécie de lagarto. O raio- x dessa amostra é enviado ao Dr. Grant, que, com surpresa, o identifica como um pequeno dinossauro extinto a milhares de anos.


É então que começa nossa jornada até o Jurassic Park e ao centro da aventura. Ao contrário do filme, que se concentra apenas na ação e no suspense, o livro de Chrichton levanta questões muito relevantes sobre como o homem vem interferindo, arbitrariamente e só buscando lucros pessoais, na natureza, assim como a necessidade de se achar um novo paradigma que norteie a ciência do século XXI, tudo isso na figura de seu personagem mais interessante, o matemático Ian Malcoln.

Edição belíssima cortesia da Editora Aleph

Game of Thrones - George R. R. Martin



No primeiro livro da série 'Crônicas do Gelo e Fogo' (A Song of Ice and Fire), Martin introduz com muitos detalhes o leitor no mundo de Westeros, por ele criado. Somos apresentados, principalmente, a família Stark, que governa o Norte do reino desde os tempos primordiais, e a família Lannister, uma das mais antigas, rias e poderosas famílias dos Sete Reinos. 

São muitos personagens e muitas diferentes histórias acontecendo paralelamente. Acho que o principal aqui é falar sobre a minha experiência com um livro tão aclamado, tão comentado. A escrita de Martin é herdeira de Tolkien, não só por criar mundos, criaturas, povos e até línguas novas, mas também pelo tom épico e pelo acesso de detalhes. Cada elemento que aparece na narrativa é descrito, às vezes, à exaustão. 

Porém, é impossível não se deixar envolver pela história, pelos jogos de poder, pelas artimanhas e surpresas que ocorrem ao longo da leitura. Apesar de lenta, no fim, ela foi muito prazerosa.

Mal-entendido em Moscou - Simone de Beauvoir



Nessa novela longa, até então inédita no Brasil, Simone narra a história de um casal parisiense em sua segunda viagem à União Soviética da década de 60. Narrado todo em terceira pessoa, mas ora sob a perspectiva do marido, ora pela perspectiva da mulher, o conto tem o poder de nos transportar para a mente e a alma dessas duas personagens que estão passando por um momento de crise.
A crise é que ambos sentem o peso da idade, e percebem, frustrados, que já não são mais um casal de meia-idade, mais se aproximando de um casal idoso.

Além dos conflitos pessoais, que levam o casal a uma série de mal-entendidos, ainda há o conflito político vivenciado por André (o marido), que sempre acreditou em um ideal socialista, e se vê, frente a frente, com todos os absurdos soviéticos, que são contestados por sua filha, Macha, que vive no país e apoia o governo e suas medidas.

Apesar de muito breve, 'Mal-entendido em Moscou' suscita uma série de discussões profundas sobre diversos assuntos intrínsecos à condição humana, além de brilhantemente escrito.

Resenhas em Vídeo: 


2 de julho de 2015

Watchmen – The Deluxe Edition

Alan Moore e Dave Gibbons 


Essa edição maravilhosa é a edição americana de luxo de Watchmen, e foi um presente muito especial de aniversário que ganhei do meu namorado. Para os curiosos ele comprou na Amazon.com e eu não sei quanto custou.

A edição americana é muito mais caprichada que a edição brasileira, publicada pela Panini. Ela tem uma jacket em soft-touch, a folha de guarda é toda amarela, e as folhas de rosto também são muito caprichadas. Ao final de cada capítulo há algumas páginas que imitam publicações da época sobre cada herói (fac-símiles de revistas, jornais, arquivos, etc). As últimas páginas são dedicadas a esboços, arte conceitual, desenvolvimento de personagens e outros sketches.

Antes do primeiro capítulo há um prefácio excepcional escrito pelo ilustrador Gibbons em 2013. Ele explica que tudo começou com Bob Dylan e a canção ‘Desolation Row’, mais precisamente a frase “At Midnight all the agents and the superhuman crew. Come out and round up everyone that knows more than they do” (algo como “À meia-noite todos os agentes e o grupo de super humanos vêm e se juntam, todos que sabem mais do que eles sabem”).

O desenhista explica que quando watchmen surgiu, uma mera ideia, mal formada, em 1985, os quadrinhos eram uma forma de expressão à margem, algo de um nicho muito específico e que a maioria dos críticos desconsiderava, como diversão para crianças e nerds.

Watchmen é um marco na história da HQ americana por quebrar todas essas ideias pré-concebidas e expectativas. Originalmente publicada pela DC em 12 volumes de 1986 a 1987, o quadrinho conta a história de um grupo de super-heróis (na verdade heróis mascarados), que após anos lutando para manter a ordem em Nova York, se veem obrigados a se aposentarem, pois heróis agora são considerados ilegais.


Alguns desses heróis revelam suas identidades e passam a trabalhar para o governo ou para empresas privadas e se tornam milionários. Outros nunca revelam sua identidade e vivem uma vida comum. Apenas um deles continua a atuar, mesmo na ilegalidade. Tudo começa quando o Comediante é assassinado e uma série de investigações leva a crer que os heróis estão sendo eliminados, um por um.

Watchman é marcante pelas suas discussões profundas sobre ética e moral, tanto pessoal quanto cívica, além do seu alto grau de eruditíssimo. Não são poucas as referências à filosofia, literatura, música, artes visuais, psicologia, religião, entre outras áreas do conhecimento humano. Não é de se admirar que o quadrinho tenha ganhado todos os prêmios de sua área como também alguns nas áreas de literatura.

A famosa frase “Who Watches de Watchmen?” é de uma sátira do poeta e retórico romano, Juvenal: “Quis custodiet ipsos custodes”, ou seja “Quem vigia os vigilantes?”. Dessa maneira a história de Alan Moore é um grande questionamento sobre o poder, tanto da política e seus articuladores quanto às outras esferas de vigilância: a mídia, os cidadãos e a própria noção de super-herói incorruptível e acima do bem e do mal.


Wathchmen se passa em um futuro alternativo em que Nixon levou os EUA à vitória contra o Vietnã e está vivendo um momento de tensão extrema na Guerra Fria contra a União Soviética. O clima nas ruas é pesado e toda a história é cheia de desesperança quanto ao futuro, violência e apatia quando ao presente, o que reflete perfeitamente o espírito (ou para ser mais douta, o zeitgeist) daquela época.

Filme x Quadrinho


O filme baseado no quadrinho é de 2009 e foi dirigido por Zach Snyder (300, Batmans vs Superman, Esquadrão Suicida) e está disponível no Netflix. Ele é visualmente muito bem produzido, com frames que lembram ou então são reconstituições exatas dos quadrinhos. Interessante ressaltar que quando Watchmen foi publicado, uma de suas revoluções foi trazer uma montagem de imagens que lembravam os frames do cinema.

Porém, o final do filme tem um elemento completamente diferente do quadrinho. O final da obra cinematográfica é uma saída mais fácil, tanto em termos de roteiro quanto de montagem. Seria difícil filmar o mesmo final do quadrinho, assim como seria bem mais difícil explica-lo para o público.

Na minha opinião o final escrito por Moore é mais impactante e faz as questões morais e éticas serem pensadas ainda mais profundamente. Watchmen é um quadrinho que você precisa ler pelo seu peso no mundo da arte e da comunicação, e se você, como eu, gosta de quadrinhos e cultura pop é uma leitura mais do que essencial.



8 de março de 2015

O Conto da Princesa Kaguya (Kaguya Hime no Monogatari, 2014)


Vou repetir aqui no blog o que já disse lá na página do Facebook. Kaguya Hime não é um filme, não é uma animação. É uma obra de arte sublime e primorosa. Dirigido por Isao Takahata, co- fundador do célebre estúdio japonês de animação Ghibli, e produzido da maneira tradicional (com lápis, tinta e papel), o longa é uma adaptação de uma das lendas mais antigas do Japão. 

O Cortados de Bambu ou Kaguya Hime, como é conhecido, conta a história de um pobre cortador de bambu, que um dia encontra uma menina muito pequena dentro da planta e então começa a cria-la, junto com sua mulher, como sua filha. Em seguida, o cortador começa a achar ouro dentro entre os nós do bambu, o que o leva a crer que sua filha adotiva é uma princesa vinda do céu e merece ser criada como tal, com uma educação formal e luxo.

A animação segue a história milenar à risca, passando pelos anos de educação da princesa, os 5 nobres que a cobiçam, até sua beleza chegar aos ouvidos do Imperador, que a quer como sua esposa. Porém, como é marca registrada do estúdio Ghibli, cada passagem é repleta de magia, beleza e inúmeros significados. Não se deixe enganar, Kaguya Hime não é um simples conto de fada com final feliz, com uma única moral da história. É um filme que mostra diferentes e complexos conflitos da alma humana e do mundo que nos cerca.




É preciso exaltar a maestria de Takahata, que produziu uma animação tecnicamente impecável, que difere da mesmice do 3D, é extremamente autoral, e mescla estilo ‘aquarela’ com pintura a ‘lápis’, cenários maravilhosos e narrativa emocional. A trilha sonora de Joe Hisaishi também é uma obra de arte, se casa perfeitamente com os momentos mais alegres e parados do filme, mas também é responsável por dar mais emoção (visceral) as cenas mais ágeis e tristes.


Infelizmente a Academia não o premiou com o Oscar de melhor animação, por não ser um filme americano, mas Kaguya é a essência da boa animação, a combinação de arte e magia. Só tome cuidado se você não tem intimidade com a animação não americana. A narrativa é lenta e subjetiva, e o filme tem 2 horas de duração.


17 de março de 2014

Como 'Gravidade' não é um filme sobre o espaço

Quando Gravidade (Gravity) foi para os cinemas do Brasil, causando todo aquele falatório sobre o novo longa de Afonso Cuarón, fui correndo assistir ao trailer. E naõ foi surpresa nenhuma para mim que logo de cara eu dissesse: ‘Eu filme não é para mim’. Não sou fã de filmes que se passam no espaço, por nenhum motivo real, apenas não me interesso. Mas o que realmente me fez dizer não à Gravidade foi o fato da personagem principal passar boa parte do tempo lutando para respirar.

Como alguém que tem pavor de lugares fechados e coisas do tipo, só de ver ao trailer comecei a ficar com aflição, como se a falta de ar fosse minha. Passado meses do filme ter estreiado, e após ganhar 7 estatuetas do Oscar, resolvi ver o filme junto com meu padrasto e a minha mãe, em casa.

O filme conta a história da Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) , que está em sua primeira missão espacial, com o colega de trabalho Matt Kawalski (George Clooney). A missão é reparar uma base espacil americana e voltar para a Terra. Coisa simples de rotina (para a Nasa, pelo menos).

A problemática começa quando um satélite russo explode e os estilhaços estão à deriva pelo espaço e atingem a base espacil americana, matando a tripulação. Quem fica à deriva no espaço então são Ryan e Matt, lutando para sobreviver e voltar para casa.

Até ai, ok. Nada que me fizesse escrever um post aqui por blog. Porém, depois que já enjoamos de ver os efeitos especiais e tudo de ruim que pode acontecer com a Dra. Ryan, a verdadeira história começa. E foi ai que percebi que Gravidade não é um filme sobre o espaço. Gravidade é um filme que conta a história de uma mãe que perdeu sua filinha e com ela sua vontade de viver e sua fé.

A medida que a Dra. Ross passa por experiências traumáticas, ela redescobre que vale a pena viver e recupera sua fé, em si mesma e em Deus. E não, não estou viajando. Isso fica claro quando na ‘nave’ russa há um close em um santo da igreja ortodóxica católica,, e na ‘nave’ chinesa há um close em um pequeno Buda dourado. Há outras referências, não só espirituais, mas também a cultura pop e outras teorias que não me interessam.



No fim, Gravidade foi um dos filmes mais tocantes que eu já vi. Mereceu os prêmios que ganhou, e Sandra Bullock mereceria muito mais um Oscar de melhor atriz por essa atuação do que por Um Sonho Possível.

1 de fevereiro de 2014

Um Bonde Chamado Desejo (1951)

 Por alguém motivo que nem nosso amigo Freud explica, até esse fim de semana eu nunca havia assistido à Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire). O que é muito estranho já que os atores principais são os meus amados Marlon Brando e Vivien Leigh.
O filme é praticamente a peça de teatro homônima, ganhadora do Pulitzer, filmada. Escrita por Tennessee Williams em 1947, estreou na Broadway em 3 de Dezembro do mesmo ano, sendo dirigida por Elia Kazan e tendo Marlon Brando no papel de Stanley Kowalski foi um sucesso instantâneo.

Em 1951 o mesmo Kazan dirigiu a versão cinematográfica e Marlon Brando também manteve seu papel. Porém, a atriz que interpretava Blanche DuBois na Broadway não foi aprovada para o cinema e em seu lugar entrou Vivien Leigh, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por ‘E o Vento Levou...’.

A história começa com a sulista Blanche DuBois chegando a Nova Orleans para visitar sua irmã casula, Stella (Kim Hunter). Blanche pega o bonde ‘Desejo’ para ir até o lugar decadente em que Stella mora com seu marido, o filho de imigrantes poloneses Stanley Kowalski. Logo fica claro que Blanche não é lá uma pessoa muito comum, extremamente nervosa e preocupada com sua aparência, além de ser viciada em bebidas alcoólicas.




Quando Blanche e Stanley se conhecem é impossível não notar uma tensão entre os dos personagens, que em todo filme se estabelecem como polos opostos. Blanche não consegue disfarçar a repulsa e ao mesmo tempo o desejo que sente pelo cunhado, que é rude, dado à explosões de raiva e sem nenhum refinamento.

O filme é uma sucessão de acontecimentos banais, regados a diálogos em que Blanche expressa toda a sua nostalgia pelos tempos de glória de sua família sulista, e histórias que mesclam realidade com ilusão, já que a personagem claramente tem uma percepção alterada do que é real e imaginário.

Enquanto o tempo passa, o relacionamento de Stanley e Stella fica abalado pela constante presença de Blanche na casa. O casal tem uma relação que beira a doentia. Entre agressões verbais e físicas os dois são ligados por um laço de mútua dependência física e psicológica. Stanley, desconfiado da cunhada, começa a investigar seu passado e descobre que a postura de moça pura e recatada não passa de uma máscara.

Mitch (Karl Malden), um dos amigos de pôquer de Stanley, se apaixona por Blanche, e os dois estão prestes a se casar quando os segredos dela vêm à tona. Em seguida Stella dá entrada no hospital para dar à luz seu primeiro filho. Entre esses dois acontecimentos Blanche entra em um estado constante de ‘sonho’, do qual ela é desperta pela chegada do cunhado.

Os dois estão sozinhos no apartamento e a cena sugere que Stanley violenta Blanche, dizendo ‘afinal, você sempre quis isso’. Então há um corte para alguns dias à frente. Os homens jogam pôquer na cozinha, Stella e sua vizinha cuidam do bebê enquanto Blanche se arruma, pois, de acordo com suas fantasias, ela irá sair em um cruzeiro junto à um milionário.

Na realidade Blanche será levada para um hospital psiquiátrico. Stanley diz que nunca fez nada a ela; e Stella promete nunca o perdoa-lo por ter feito mal a sua irmã. O filme acaba com a célebre fala de Blanche para o psiquiatra: ‘Quem quer que você seja, eu sempre dependi da bondade de estranhos...’ (“Whoever you are, I have always depended on the kindness of strangers…".

O filme até hoje é tido como controverso e subversivo. Na versão original a parte que sugere que o marido falecido de Blanche se matara por ser homossexual foi censurada. Ainda há toda a questão complexa do relacionamento abusivo de Stanley e Stella. Os dois são unidos por uma forte atração sexual, que fica evidente mesmo sem haver cenas de sexo ou nudez.

Outra questão polêmica é a loucura e carência de Blanche. Dizem que a personagem foi inspirada na irmã de Tennessee Willians, que sofria de problemas mentais. Porém, ao abordar temas chocantes e viscerais, tanto a peça quanto o filme propiciam uma experiência catártica, e leva o espectador a se colocar no lugar de casa uma daquelas personagens decadentes, vivendo na precariedade e em meio a uma sujeira que parece ser inata à natureza humana.


O filme rendeu mais um Oscar de melhor atriz à Vivien Leigh, e de melhor ator e atriz coadjuvante. Marlon Brando foi indicado como melhor ator e Kazan como melhor diretor. Os dois perderam, mas ganharam no ano seguinte com o também clássico “Sindicato de Ladrões’. Mas esse filme é assunto para um outro post...


16 de dezembro de 2013

12 Filmes para ver no Natal



1 - Simplesmente Amor (Love Actually) 

Simplesmente Amor é um filme britânico com um elenco estelar - Hugh Grant, Emma Thompson, Alan Rickman, Colin Firth e Keira Knightley. Porém, não são só os atores que são bons. A trama também é muito envolvente, divertida e bem encaixada. São diversos núcleos que de alguma maneira estão entrelaçados, e cada um deles enfrenta algum dilema - problemas de relacionamento.

O filme parece simples e água com açúcar mas trás algumas discussões bem interessantes sobre amizade, fidelidade e superação de rancores. Vale a pena ver.

2 - Escrito nas Estrelas (Serendipity)

Filme clássico para os apaixonados por histórias fofas de amor. Tudo começa em uma véspera, quando dois desconhecidos estão fazendo compras de presentes. Os dois pegam, ao mesmo tempo, um último par de luvas pretas em uma loja lotada de departamentos. Após a compra o casal sai para tomar um café. O problema é que os dois já são comprometidos. Sendo assim, deixam seus telefones em um livro que será vendido para um sebo e em uma nota de 5 dólares, trocadas em uma banca. Se for o destino deles ficarem juntos, um dia eles irão encontrar o livro e o dinheiro.

Água com açúcar de qualidade e que faz você torcer e chorar pelo casal. E ainda tem decoração de Natal, patinação no gelo e neve. Must see né?


3 - Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol)

 

Filme dos estúdios Disney baseado na obra de Charles Dickens, cujo livro recomendei no post anterior. O velho Scrooge é dublado por Jim Carrey, que também serviu de modelo para a animação. A história é bem fiel ao livro e os efeitos muito bonitos, principalmente os de luz e sombra. Vale a pena ser visto pela estética e também pela mensagem universal - de que o Natal é um tempo de fazer aflorar o amor por todos os seres, sem julgamentos.




4 - Esqueceram de Mim (Home Alone)

Quando eu era criança amava esse filme, que conta a história de um garoto de mais ou menos 6 anos que é esquecido por sua família em casa às vésperas do Natal. Enquanto toda a sua família está em um avião a caminho de Paris, Kevin acorda e não encontra ninguém. 

Se você nunca viu esse filme na Sessão da Tarde, você com certeza é jovem, e deve ser, pois é um clássico natalino. Revendo o filme essa semana não me diverti tanto quando criança. Fiquei o tempo todo com pena de Kevin, que além de hostilizado pela família ainda tem uma mãe tão desnaturada que esquece do próprio filho.


5 - A Origem dos Guardiões (The Rise of the Guardians)

Filme mais recente dessa lista, A Origem dos Guardiões conta a história de Jack Frost, uma espécie de ser fantástico do imaginário infantil que na verdade está quase desaparecendo, pois nenhuma criança acredita na sua existência. 

Em sua jornada para combater o Bicho Papão, Jack encontra o Papai Noel, a Fada do Dente, O Coelho da Páscoa e o Sandman. Jack é um ser que é filho da lua e que leva a neve aos países frios, o que tem tudo a ver com o Natal no hemisfério Norte. Além disso a fábrica do Papai Noel é de cair o queixo.



6 - O Expresso Polar (The Polar Express)

Animação da Warner Bros, considerada a primeira animação totalmente digital, é baseada num conto do escritor  Chris Van Allsburg e conta a história de um garotinho americano que não acredita mais no Papai Noel e por isso sai em uma viagem até o Polo Norte. Para chegar até lá o garoto embarca em uma locomotiva, que apesar de parecer completamente normal tem propriedades mágicas! O filme passa a mensagem de que é preciso acreditar na magia do Natal, pois ela é verdadeira. 

Além de uma animação muito bem feita o longa tem como dubladores Tom Hanks e Josh Hutcherson.


7 - O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Chrismas)

Longa clássico de animação em stop-motion, dirigido por Tim Burton e aclamado pela crítica e por fãs de animação, O Estranho Mundo de Jack conta a história do rei do terror - Jack Skellington, que cansado de todo ano ter de pensar no próximo Halloween e como torná-lo ainda mais assustador, descobre uma clareira com várias árvores. Cada árvore tem um símbolo que Jack desconhece. Por fim ele vê uma árvore de Natal, cheia de bolas brilhantes e resolve se aproximar dela.

Acontece que a árvore de Natal é uma porta que leva Jack à Cidade do Natal. Fascinado com tudo o que vê - a neve, os presentes, os brilhos, a paz e a harmonia - Jack decide que é hora de levar o Natal para a Cidade do Halloween. Está instaurado o caos no mundo.


8 - Mensagem Instantânea (Christmas in Boston)

Provavelmente o filme mais desconhecido dessa lista, Mensagem Instantânea é um filme feito exclusivamente para a televisão pelo canal americano ABC Family. Eu o conheci sem querer em algum dos canais Telecine, uns dois ou três anos atrás.

Apesar da produção de baixo custo, o filme conta uma história apaixonante de dois amigos - Gina e Seth - que nunca se viram pessoalmente, apenas trocaram cartas e e-mails desde a infância. Vale a pena conferir pelo clima natalino e pelo romance super fofo.




9 - Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands)

Outro filme de Tim Burton que se passa na época do Natal, conta a história de Edward, uma invenção não acabada. Seu criador morreu antes de lhe dar suas mãos e por isso no lugar delas ele tem tesouras, o que faz com que ele viva se machucando e assustando as pessoas. Porém, certa tarde, Edward recebe a visita de uma representante da Avon, que se apieda de sua situação e o leva para sua própria casa.

Se você ainda não viu esse clássico do cinema, corre ver! Além de ser uma das melhores atuações de Johnny Deep e Winona Ryder, a mensagem é lindíssima e faz chorar, já aviso!

10 - Sobrevivendo ao Natal (Surviving Christmas)

 
Tentei achar esse filme para download e não consegui, mas ele sempre passa na Globo nessa época. O personagem principal, interpretado por Ben Affleck, é um empresário muito rico, mas muito solitário e que contrata uma família de classe média para fingir ser sua família durante o período de festas, para viver plenamente o espírito natalino e familiar. 

Apesar de bobinho, o filme garante muitas, muitas risadas e a mensagem final também é fofa.




11  - O Mágico de Oz (The Wizard of Oz)

O Mágico de Oz não é um filme natalino, nem se passa durante as festividades de fim de ano. Porém, é um clássico absoluto que trata da importância do lar e da família na vida das pessoas, e de como as vezes não damos valor as coisas mais simples e rotineiras. Além disso, como citou a Michas no seu vídeo com dicas do que ler e ver no Natal, o filme é reprisado todo Natal nos Estados Unidos.

É ótimo para reunir a família, principalmente as crianças, e assistir comendo cookies natalinos e tomando um chocolate quente.


12 - A Noviça Rebelde (The Sound of Music)

Outro filme que não é exatamente natalino mas que tem tudo a ver com o espírito do Natal. A Noviça Rebelde é um musical que conta a história de Maria, uma noviça que vai trabalhar como governanta na casa da família Von Trapp, e descobre que as sete crianças da família não são impossíveis, como todos dizem, apenas se sentem sozinhos, pois perderam a mãe e o pai não sabe expressar seus sentimentos.

Duas músicas da trilha sonora têm tudo a ver com Natal - My Favorite Things e Edelweiss, que se não me engano é uma canção natalina austríaca. Outro filme para reunir a família e celebrar a sua união.


BÔNUS





Frozen é a animação que a Disney lançou para celebrar esse Natal, e vem sendo muito bem falada pela crítica internacional. Infelizmente o longa só estreia no Brasil em 6 de Janeiro. Mas fica a recomendação de um filme que eu tenho certeza de que será mais um clássico natalino