16 de setembro de 2015

A Lista – Cecilia Ahern


Kitty Logan é uma jornalista de 32 anos, que há um ano tinha uma vida que parecia estar indo maravilhosamente bem. Trabalhava em uma revista respeitada, mas pouco lida, conseguira um emprego na tv, seu sonho de muito tempo, e morava com o namorado que ela amava.

Porém, graças a sua gana de fazer sucesso na tv, acaba confiando em duas fontes que não diziam a verdade e acusando um professor de educação física de abuso sexual. O caso vai para a justiça, o homem é inocente, e Kity e a rede de tv são processados, e a vida da jornalista se torna um inferno, com ataques a sua casa, seu namorado a abandona, e sua mentora na revista está morrendo de câncer.

Porém, pouco antes de falace, a editora e criadora da revista, Costance, diz para Kitty que a reportagem que ela sempre quis escrever está no arquivo, como ‘Nome’. Kitty deveria levar esse arquivo para a amiga e elas conversariam sobre a matéria. Porém Constance falece antes disso.



Kitty acaba com uma enorme lista de cem nomes e a missão de escrever a última matéria de sua grande amiga. Porém, como encontrar essas pessoas? Qual a ligação entre elas? O que Constance queria com essa matéria? Como ela gostaria de organizar essa matéria?

Com pouquíssima credibilidade na revista, contando apenas com a força do viúvo de Constance e de seu amigo de faculdade, Steve, Kitty deve encontrar essas pessoas, reencontrar o rumo de sua carreira e de sua vida pessoal. Em meio ao caos, é claro.

A premissa de ‘A Lista’ é interessante, cativante. Os primeiros capítulos não são dos mais originais, mas deixam o leitor com vontade de saber mais sobre aquela jornalista que um dia foi uma garota entusiasmada, mas que acabou se tornando ávida pela fama e pelo ‘furo’ jornalístico, a ponto de cometer um erro crasso e acabar com a vida de um simples professor.


Porém, a medida que a história deveria avançar, fica claro que a autora não sabia exatamente o que ela queria com esse livro, que tipo de personagens ela queria criar, e muito menos como sair do clichê e do óbvio com sua história. O livro tem 380 páginas, das quais mais de 100 são desnecessárias. Kitty até encontra alguns personagens interessantes e cativantes durante sua jornada pela Lista, mas nada que faça o livro valer a pena.

Para mim o pior problema de A Lista é sua obviedade. Eu simplesmente podia prever os diálogos, as descrições, e os desfechos. É tudo simplista demais, forçado demais. A autora irlandesa, Cecilia Ahern, era uma escritora que eu queria conhecer. Já ouvi dizer que ela tem, sim, livros muito melhores, mas não darei essa segunda chance a escritora.

(P.S.: Se você é muito fã da autora, muito fã do gênero ou ambos, vale a pena dar uma olhada no livro).

(P.S. 2: Se você se sentiu ofendido pela minha opinião, não se sinta. Ela é apenas uma opinião pessoal de uma leitora que é crítica e criteriosa com o que lê, apenas isso.)


2 de setembro de 2015

Recebidos: Loja Pai Bárbaro


A loja online de acessórios geeks Pai Bárbaro entrou em contato comigo me convidando a mostrar para vocês, leitores do Blog e assinantes do canal, um pouco mais sobre a loja e os produtos que ela oferece, além de oferecer um cupom de desconto especialmente pra vocês!

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Sobre os produtos que a loja me mandou, um é uma pulseira linda, em estilo steam punk, baseada na saga Harry Potter. Ela trás um pingente das relíquias da morte, do pomo de ouro, e duas corujas.


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Já o colar é a 'Estrela Vespertina', usada pela elfa Arwen na trilogia Senhor dos Anéis.
As duas peças são de muita qualidade, vieram muito bem embaladas e chegaram rápido até a minha casa. 

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Para mais detalhes veja o vídeo e as fotos! :)




28 de agosto de 2015

Darth Vader e Filho e A Princesinha de Vader


No mês passado, em comemoração ao dia dos pais, a editora Aleph lançou dos livros de tirinhas que são dois verdadeiros mimos para os fãs de Star Wars e do personagem (maravilhoso) Darth Vader.

Trata-se de dois compilados de tirinhas publicadas anteriormente online, do cartunista americano Jeffrey Brown, no qual ele ilustra situações inusitadas da vida do vilão da série criada por George Lucas enquanto tenta criar seus gêmeos, Luke e Leia.



É claro que as situações são imaginárias, já que na saga original Luke e Leia são criados separadamente, não sabem que têm irmãos, muito menos que têm um pai que quer dominar a galáxia usando o lado negro da força.

Ambos os livros são um primor, as ilustrações são muito bonitas e detalhadas, a diagramação da edição brasileira está linda, e o humor é simples, atingindo crianças, jovens e velhos com a mesma precisão, mas sem nunca deixar de ser inteligente.

Para os fãs 'old school' da franquia Star Wars, o mais legal é ver frases e cenas célebres dos filmes em um contexto diferente, como na imagem abaixo.


'Darth Vader e Filho' foca a infância de Luke Skywalker e as dificuldades de Vader em cria-lo, Já em 'A Princesinha de Vader' o foco é a relação com a filha Leia, desde a infância, com chá de bonecas, até a adolescência, com as variações de humor e o namoro com Han Solo.  




17 de agosto de 2015

Isla e o Final Feliz - Stephanie Perkins


Isla (se pronuncia Aila) é tímida, ruiva e baixinha, está para começar seu último ano no colegial, em uma escola americana em Paris. Desde seu primeiro ano ela nutre uma paixão secreta por Josh, um garoto calado, que passa a maior parte do tempo desenhando, e que até o ano passado era comprometido.

Os dois personagens aparecem no primeiro romance da autora, ‘Anna e o Beijo Francês’, quando o leitor é apresentado a escola - SOAP, sua rotina, à cidade de Paris, e aos encontros e desencontros amorosos desses jovens sonhadores e divertidos.

Porém, nesse novo livro, somos transportados à mente de Isla, que só tem um amigo, Kurt, é a melhor aluna de seu ano, e, apesar disso, não tem a menor ideia do que fazer com seu futuro. Através dos seus olhos também podemos mergulhar na personalidade inquieta de Josh, que apesar de saber muito bem o que quer fazer no futuro - ser cartunista - não dá a mínima pra escola e está sempre descumprindo as regras, faltando as aulas, passando os fins de semana em outros países, etc.



A narrativa tem início quando, mais ou menos um mês antes  das aulas começarem, os dois jovens se encontram em uma cafeteria em Nova York, em uma noite chuvosa e em que Isla está sob o efeito de fortes analgésicos, e por isso, vence suas inseguranças e começa a conversar com sua paixão platônica de longa data. Os dois conversam despreocupadamente, mas, nos dias que se seguem, Josh some da cidade, o que deixa Isla triste e preocupada.

Com o início das aulas os dois logo desenvolvem uma amizade, que não demora a virar um amor louco, porém, antes de encontrarem seus caminhos na vida e seus finais felizes, cada um deles têm de enfrentar seus fantasmas pessoais, suas inseguranças e medos.

Stephanie Perkins constrói, nesse seu último livro, uma trama mais simples do que em 'Anna e o Beijo Francês', porém com personagens mais complexas, cenas mais fortes, psicológicos mais perturbados, e uma narrativa deliciosa, que faz com que o leitor não tenha vontade de largar o livro.




5 de agosto de 2015

Jurassic Park, Game of Thrones e Mal-entendido em Moscou

Jurassic Park - Michael Chrichton




Quando o médico e autor americano Michael Chrichton teve o primeiro vislumbre de uma história que envolvesse clonagem de animais extintos,em 1985, a história era muito diferente e era também um roteiro para cinema. Depois de abandonar a ideia inicial, Michael se concentrou em escrever um romance, no qual não se depararia com algumas limitações que o roteiro cinematográfico encontra (tempo, dinheiro, efeitos visuais, etc). Da primeira ideia só a clonagem de dinossauros sobreviveu e sua abordagem se ampliou para criar todo um universo emblemático, que poucos anos depois (1993), ele mesmo ajudaria a roteirizar para que Steven Spielberg transformasse em um dos grandes filmes de sua carreira.

No livro, publicado pela primeira vez em 1990, o paleontólogo Dr. Grant recebe um intrigante fax de um centro de pesquisa na Costa Rica. Uma garotinha americana, passando férias no pais, alegou ter sido mordida por um lagarto com uma estranha característica: ele se equilibrava em suas patas traseiras, de não cinco dedos, e sim apenas três. Pouco depois um biólogo consegue uma parte, já mastigada por um macaco, dessa nova espécie de lagarto. O raio- x dessa amostra é enviado ao Dr. Grant, que, com surpresa, o identifica como um pequeno dinossauro extinto a milhares de anos.


É então que começa nossa jornada até o Jurassic Park e ao centro da aventura. Ao contrário do filme, que se concentra apenas na ação e no suspense, o livro de Chrichton levanta questões muito relevantes sobre como o homem vem interferindo, arbitrariamente e só buscando lucros pessoais, na natureza, assim como a necessidade de se achar um novo paradigma que norteie a ciência do século XXI, tudo isso na figura de seu personagem mais interessante, o matemático Ian Malcoln.

Edição belíssima cortesia da Editora Aleph

Game of Thrones - George R. R. Martin



No primeiro livro da série 'Crônicas do Gelo e Fogo' (A Song of Ice and Fire), Martin introduz com muitos detalhes o leitor no mundo de Westeros, por ele criado. Somos apresentados, principalmente, a família Stark, que governa o Norte do reino desde os tempos primordiais, e a família Lannister, uma das mais antigas, rias e poderosas famílias dos Sete Reinos. 

São muitos personagens e muitas diferentes histórias acontecendo paralelamente. Acho que o principal aqui é falar sobre a minha experiência com um livro tão aclamado, tão comentado. A escrita de Martin é herdeira de Tolkien, não só por criar mundos, criaturas, povos e até línguas novas, mas também pelo tom épico e pelo acesso de detalhes. Cada elemento que aparece na narrativa é descrito, às vezes, à exaustão. 

Porém, é impossível não se deixar envolver pela história, pelos jogos de poder, pelas artimanhas e surpresas que ocorrem ao longo da leitura. Apesar de lenta, no fim, ela foi muito prazerosa.

Mal-entendido em Moscou - Simone de Beauvoir



Nessa novela longa, até então inédita no Brasil, Simone narra a história de um casal parisiense em sua segunda viagem à União Soviética da década de 60. Narrado todo em terceira pessoa, mas ora sob a perspectiva do marido, ora pela perspectiva da mulher, o conto tem o poder de nos transportar para a mente e a alma dessas duas personagens que estão passando por um momento de crise.
A crise é que ambos sentem o peso da idade, e percebem, frustrados, que já não são mais um casal de meia-idade, mais se aproximando de um casal idoso.

Além dos conflitos pessoais, que levam o casal a uma série de mal-entendidos, ainda há o conflito político vivenciado por André (o marido), que sempre acreditou em um ideal socialista, e se vê, frente a frente, com todos os absurdos soviéticos, que são contestados por sua filha, Macha, que vive no país e apoia o governo e suas medidas.

Apesar de muito breve, 'Mal-entendido em Moscou' suscita uma série de discussões profundas sobre diversos assuntos intrínsecos à condição humana, além de brilhantemente escrito.

Resenhas em Vídeo: 


30 de julho de 2015

Pequenas Grandes Mentiras – Liane Moriarty


A autora australiana já havia me surpreendido com seu primeiro romance publicado no Brasil – O Segredo do Meu Marido, mas com Pequenas Grandes Mentiras ela se consolidou como uma das escritoras mais brilhantes e promissoras da atualidade.

Não ache que Liane escreve livros ao estilo ‘chick lit’, que só podem agradar mulheres, com situações bonitinhas e engraçadinhas. Na verdade, seus romances não têm nada de diminutivos. São fortes, impactantes e envolventes. Seus personagens são cheios de facetas, muito bem construídos, assim como os diálogos e descrições. Não há espaço para enfeites desnecessários em sua prosa, assim como não há informação irrelevante.

Pequenas Grandes Mentiras conta a história de três amigas inusitadas. Jane é uma mãe solteira de 24 anos que acaba de se mudar para a região praiana de Pirriwee. Celeste é a mulher mais linda que todos já viram, mãe de gêmeos e casada com um lindo milionário. Madeline é perua, adora comprar uma boa briga e mãe de duas crianças, além de uma adolescente de seu primeiro casamento.


As três logo formam um forte laço, e nós, leitores, acompanhamos a trajetória dessas três mulheres fortes, mas que também têm um lado secreto, em que escondem inseguranças, medos, traumas do passado e do presente. A autora aborda com maestria as pequenas e grandes mentiras que cada um de nós contamos para sobreviver. Sejam elas as mentiras que contamos para os outros ou as que contamos para nós mesmos.

Desde o primeiro capítulo sabemos que, no fim dessa história, ocorreu um assassinato em uma festa da escola pública local, e ao final de cada capítulo temos relatos de personagens secundários sobre o ocorrido. Essa estratégia é perfeita para manter o leitor atento a cada detalhe, construindo a cada momento hipóteses: quem morreu? Quem matou? Por que matou? Entre tantos outros mistérios que vão surgindo conforme a leitura.

Em resumo, Pequenas Grandes Mentiras é daqueles livros que você não quer largar, cheio de surpresas e reviravoltas. Ao final você sente vontade de ler tudo outra vez, sobre outra ótica. Assustadoramente bom.


 Nicole Kidman e Reese Witherspoon adquiriram os direitos da trama para transformá-la em uma série de tv, que ainda não tem data de estreia, mas será transmitida pela HBO. Aguardemos. 


25 de julho de 2015

Para todos os Garotos que já Amei - Janny Han


Lara Jean sempre viveu uma vida confortável e sem muitos problemas ao lado de seu pai obstetra e suas duas irmãs, kitty, de nove anos, e Margot, a irmã mais velha, que desde de a morte da mãe assumiu a incumbência de cuidar da casa. Margot sempre foi a irmã racional, extremamente organizada e responsável.

Porém, Margot está de mudança para a Escócia, onde fará a faculdade, e Lara Jean se vê obrigada a assumir todas as responsabilidades da irmã mais velha – cuidar da casa, da irmã mais nova, das compras de supermercado, etc.

Acostumada a não sair de seu casulo, Lara Jean nunca se expôs e sempre guardou seus sentimentos só para si. Para cada garoto que ela já amou ela escreveu uma carta, mas só quando quando queria acabar com aqueles sentimentos. Ao terminar, fechou os envelopes, as endereçou e as guardou em uma caixa de chapéu azul petróleo, presente da sua mãe falecida. Mas nunca as enviou. Até que um dia todas essas cartas somem e são enviadas para esses garotos.



Lara Jean então tem que confrontar seu melhor amigo, Josh (e namorado de Margot), e o garoto mais popular da escola, Peter, que receberam suas cartas confessando seus sentimentos. E cada vez que tenta tornar as coisas mais fáceis, elas ficam mais e mais enroladas, criando situações hilárias, fofas e sensíveis, em uma história de amor não só entre garotos e garotas, mas também entre irmãs e pais e filhos.

A relação entre as irmãs Song, que tentam manter viva a memória da mãe coreana, é um dos pontos mais legais do livro, não só pela relação muito bonita das meninas, mas também pelo fato das garotas serem meio coreanas, algo pouco comum na literatura americana, tão dominada por garotas louras, brancas, magras e populares.


Em resumo, ‘Para todos os garotos que já amei’, é uma leitura prazerosa, rápida, e que faz a gente se lembrar de porque gostamos tanto de histórias para adolescentes, cheias de reviravoltas, casais inusitados, momentos de drama e claro, a escola (personagem essencial). Eu, pessoalmente, me identifiquei muito com a personagem principal. Assim como eu Lara Jean é uma garota que gosta de ler, ficar em casa, lendo, vendo tv, fazendo bolos e tricô. Por ter gostado tanto dessa leitura eu a concluí em um único dia, algo extremamente raro.